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    Documentário sobre Maurício Kubrusly estreia no streaming

    Produzido pelo jornalismo da Globo, doc revisita a carreira de um dos maiores jornalista de cultura do Brasil

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    Kubrusly: mistério sempre há de pintar por aí retrata a história de um dos mais brilhantes jornalistas de cultura do Brasil. Conhecido por seu imenso repertório, Maurício Kubrusly foi crítico musical e escreveu sobre os mais variados assuntos. Passou por jornais impressos, revista, rádio e TV. Ingressou na TV Globo na década de 1980. Inicialmente, no Jornal Hoje mas foi no Fantástico que ganhou o país com o quadro Me leva, Brasil, que permaneceu no ar por 17 anos.

    O documentário resgata sua trajetória com imagens de arquivo e depoimentos de amigos e profissionais que trabalharam com ele. Diagnosticado com Demência Fronto Temporal, Kubrusly já não reconhece quem ele foi e sua própria história. A doença consumiu suas lembranças e afetou a sua capacidade de ler e escrever. Hoje, ele vive com a mulher, Beatriz Goulart, em uma comunidade à beira mar no sul da Bahia. O documentário acompanha a rotina deles e mostra a linda relação de amor do casal.

    "Além de falar da carreira desse grande jornalista, o documentário mostra uma história de amor, um vínculo inspirador. O Kubrusly, por vezes, não se reconhece mais e a esposa dele tem o hábito de mostrar as coisas que ele fez, de apresentá-lo a ele mesmo o tempo todo. O que a Beatriz faz para mantê-lo produtivo, dentro das possibilidades dele, como ela o cerca de cuidados e faz um esforço para preservar a memória dele é admirável”, diz Evelyn Kuriki, diretora e roteirista do documentário.

    Bia é quem conduz o encontro da equipe do jornalismo da Globo com o Kubrusly. Junto com ele, sempre escolhe algo para tocar da coleção de mais de 8 mil CD's que ainda preservam. A música sempre foi a paixão do jornalista e é o fio que o conecta ao momento presente.

    Alguns versos ainda restam na sua memória, como Mistério sempre há de pintar por aí, nome do documentário, vindo da canção Esotérico, de Gilberto Gil. A produção promove um reencontro emocionante entre os dois, no estúdio de Gil no Rio de Janeiro. Na ocasião, Bia lê para Kubrusly uma crítica que ele fez ao cantor, há 50 anos.

    Kubrusly: "Sobrou generosidade e também afeto nesse encontro com Gil", destaca Caio Cavechini


    "Sobrou generosidade e também afeto nesse encontro com Gil. Quando a memória não dava conta, vinha a música, e ela tem o poder de resgatar a atenção do Kubrusly ao agora. Ele sempre teve ouvido e língua afiados para a obra de Gil, e para uma variedade enorme de outros artistas. Era estudioso, metódico, escrevia impressões em papeizinhos que guardava nas caixas de vários CD's", explica Caio Cavechini, também diretor do longa.

    E complementa: "Já fazia anotações na época dos LPs, e ainda estava em plena forma quando veio o ipod. O dele tem 16 mil músicas, escolhidas com o rigor de um crítico musical atento às novidades. A trilha do documentário acaba sendo uma playlist do que mais capta a atenção dele, até hoje", destaca Caio Cavechini, também diretor do longa.

    O documentário Kubrusly: mistério sempre há de pintar por aí tem direção de Caio Cavechini e Evelyn Kuriki, que assina ainda o roteiro.
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