O que sobra quando ninguém termina? Renanrenan e Os Amanticidas transformam isso em 'Limbo'
Faixa do EP Som no Sebo, lançada via Algohits, usa o bolero para traduzir relações que já acabaram — mas continuam

Nem todo fim acontece de uma vez. Às vezes ele se prolonga, se dilui, fica no ar — sem conversa, sem ruptura, sem alívio.
É esse tipo de desgaste silencioso que Renanrenan e Os Amanticidas transformam em Limbo, faixa do EP Som no Sebo, já disponível nas plataformas digitais com distribuição da Algohits.
A escolha estética não é casual. A música mergulha no universo do bolero, do samba-canção e do rádio das décadas de 1940 e 1950 para construir uma atmosfera que parece suspensa no tempo. O arranjo — com cavaquinho em primeiro plano e bateria com vassourinhas — cria um ambiente íntimo, quase como se o ouvinte estivesse dentro da cena.
“Infelizmente é um tanto autobiográfica”, afirma Luca Frazão. A frase não funciona como confissão gratuita, mas como chave de leitura: Limbo nasce de uma experiência real, de um tipo de relação que não explode — apenas se esgota.
Ao integrar o EP Som no Sebo, a faixa deixa de ser apenas um retrato isolado para se tornar parte de um projeto que aposta na construção de atmosfera, memória e presença. Não é só sobre o fim — é sobre tudo aquilo que continua mesmo depois dele.
É esse tipo de desgaste silencioso que Renanrenan e Os Amanticidas transformam em Limbo, faixa do EP Som no Sebo, já disponível nas plataformas digitais com distribuição da Algohits.
A escolha estética não é casual. A música mergulha no universo do bolero, do samba-canção e do rádio das décadas de 1940 e 1950 para construir uma atmosfera que parece suspensa no tempo. O arranjo — com cavaquinho em primeiro plano e bateria com vassourinhas — cria um ambiente íntimo, quase como se o ouvinte estivesse dentro da cena.
“Infelizmente é um tanto autobiográfica”, afirma Luca Frazão. A frase não funciona como confissão gratuita, mas como chave de leitura: Limbo nasce de uma experiência real, de um tipo de relação que não explode — apenas se esgota.
Ao integrar o EP Som no Sebo, a faixa deixa de ser apenas um retrato isolado para se tornar parte de um projeto que aposta na construção de atmosfera, memória e presença. Não é só sobre o fim — é sobre tudo aquilo que continua mesmo depois dele.
Renanrenan e Os Amanticidas: conexão Recife-São Paulo
O projeto é o resultado da mistura entre a carreira de Renanrenan — cantor, ator e médico queer de Recife — e o experimentalismo d’Os Amanticidas. Sob a direção artística de Diego Octávio e fotografia de Fernando Dumitriu e Fabiano Battaglin, o single reforça a identidade de um coletivo que busca renovar a canção brasileira sem ignorar suas raízes mais sentimentais.
O suporte da Algohits neste lançamento viabiliza a estratégia de circulação do projeto, que já planeja os próximos passos: levar o espetáculo deste primeiro disco para novas cidades brasileiras enquanto os artistas começam a rascunhar o repertório do próximo álbum.
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